Na alfabetização, cada detalhe pode se transformar em aprendizagem significativa. Foi assim que nasceu a atividade da “Folha que queria ser um barquinho” — uma proposta simples, lúdica e cheia de intencionalidade pedagógica.
Enquanto eu contava a história, a folha ia ganhando forma nas minhas mãos. Cada dobra representava uma nova possibilidade, uma nova identidade, uma nova descoberta.
📖 A história:
A Folha que Queria Ser um Barquinho: uma história contada com dobraduras
Era uma vez uma folha de papel que sonhava em ser um barquinho.
Ela olhava para o vento e pensava:
— Eu não quero ficar parada… quero navegar por aí!
Então comecei a dobrá-la.
Primeiro, dobrei ao meio.
— Olha! Virei uma cabana! Já posso me proteger do vento!
Depois, dobrei mais uma vez.
— Agora sou um livrinho! Posso guardar histórias!
Mais uma dobradura…
— Uau! Virei uma casinha! Já tenho um lugar para morar!
Mas a folha sentia que ainda podia ser mais.
Dobrei novamente…
— Olha só! Agora sou um chapéu de soldado! Posso ser forte e corajosa!
Viramos a folha, ajustamos as pontinhas…
— Que surpresa! Virei um copo de pipoca! Posso guardar coisas deliciosas e espalhar alegria por aí!
Mesmo sendo tantas coisas incríveis, lá no fundo ela ainda sussurrava:
— Eu quero navegar… quero sentir o vento!
E continuamos dobrando, ajustando, transformando…
Até que, de repente…
Ela finalmente virou um barquinho!
Pronto para navegar e viver suas próprias aventuras.
✏️ A intencionalidade pedagógica
Após a história, preparei um barquinho com o nome de cada estudante. A proposta não era apenas brincar com dobraduras, mas trabalhar:
-Reconhecimento do próprio nome
-Identificação das letras
-Percepção visual
-Atenção e escuta
-Coordenação motora
-Imaginação e linguagem oral
Foi emocionante observar cada criança procurando seu barquinho, reconhecendo seu nome e, em seguida, cantando a musiquinha do barquinho juntos.
Muito além da dobradura...
Essa atividade carrega uma mensagem que também compartilho com meus alunos:
Assim como a folha, nós também podemos nos transformar muitas vezes. Podemos ser cabana, livrinho, casinha, chapéu… até descobrirmos aquilo que realmente desejamos ser.
Na alfabetização, transformar é parte do processo.
E aprender pode — e deve — ser leve, afetivo e cheio de significado.
Porque, às vezes, tudo começa com uma simples folha de papel… 💛
E você, professora(o), estudante ou família?
Como tem transformado momentos simples em oportunidades de aprendizagem significativa?
Se você é educador, que tal experimentar essa proposta com sua turma?
Se é estudante de Pedagogia, leve essa ideia para seus estágios e práticas.
Se é pai ou mãe, experimente contar essa história em casa e dobrar um barquinho junto com seu filho(a). 💛
A educação acontece quando caminhamos juntos.
Deixe seu comentário contando como você incentiva a imaginação e o aprendizado no seu dia a dia — vou adorar ler e trocar experiências com você!
Professora Giselle Farias 💖